SE TEM FOGO TEM GLÓRIA

SE TEM FOGO TEM GLÓRIA
PASTOR RONNE

segunda-feira, 3 de março de 2014

Hebreus 6:4-8 e Hebreus 10:26-31.


Pode o crente perder sua Salvação, de acordo com Hebreus 6:4-8?


“4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, 5 E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, 6 E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. 7 Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; 8 Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.” (Hb 6:4-8 ACF)






1.) Se o verbo "recair" quer dizer "pecar", então, ninguém jamais se salvou. E ninguém jamais se salvará, porque quem não peca?

Qual o crente que não peca todos os dias? A própria Bíblia admite essa eventualidade (Prov.24:16) e em suas páginas encontramos pecados dos discípulos de Cristo:

Pedro pecou ao negar a Jesus.

A aceitar-se a interpretação apostasista de Hebreus 6:4-8 tornou-se impossível para Pedro ser outra vez renovado para o arrependimento.

Ai você pode dizer:

Mais Pedro ainda não havia sido batizado com o Espírito Santo.

Bem, Pedro muito tempo depois, na carta aos Gálatas cometeu o mesmo pecado, e [isto foi] muito tempo depois de Pentecostes. Depois de haver ele presenciado por muitas vezes a manifestação do poder de Deus, inclusive na ressurreição de Tabita, o seu pecado de dissimulação, de hipocrisia, de carência de convicção, fê-lo merecer de Paulo áspera repreensão (Gal.2:11).

Se se admitir a interpretação apostasista, nem [mesmo] Pedro está no céu. Foi-lhe inútil o sacrifício de Cristo. Ou Cristo teria voltado à terra e Se submetido a novo virtupério só para reabilitar Pedro.

Essa interpretação assaz exorbitante expõe o sacrifício de Cristo à ineficácia.

Se ela fosse certa e verdadeira, quem se salvaria? Cristo teria que estar morrendo a cada instante de cada dia e em favor de cada crente.



2.) Entendendo-se aquele verbo "recair" do v.6 por "pecar", é o caso de também se perguntar:

O que é pecado? Todos os pecados? O de adultério? O da embriaguez? O do roubo? O do homicídio? O da mentira ? O da irreverência no Culto? O da gula ? O da ociosidade? O da omissão ?

O texto não alude a qualquer espécie de pecado.

Portanto, se "recair" significa "pecar" trata-se de todo e qualquer pecado.

Esta sinonimização torna absolutamente impossível a salvação para qualquer pessoa, de vez que todos os crentes estão sujeitos à contingência de pecar. E voltamos à absurda conclusão da ineficácia do Sacrifício de Cristo.



3.) O texto, contudo, não trata de crentes. Graças a Deus!

No capítulo anterior a Epístola aos Hebreus foi endereçada a três espécies diferentes de seus destinatários: os crentes dedicados, os acomodados e os nominais (os "falsos irmãos" - II Cor.11:26).

Nos três últimos versos do capítulo 5o. Paulo menciona os "negligentes", "sempre necessitados de leite", usando o verbo na segunda pessoa do plural: "vos fizestes negligentes" (5:11), "ainda necessitais", "E vos haveis feito tais que necessitais" (5:12).

Mas, quando o Apóstolo passa a falar sobre os nominais, emprega o verbo na terceira pessoa: "os que já uma vez foram iluminados, e provaram... e se fizeram (6:4)....e provaram (6:5)...e recaíram...crucificam...expõe (6:6).

Nesses versículos dirigidos aos "falsos irmãos" ele não usa os verbos na segunda pessoa. Ele não diz: vós que uma vez fostes iluminados, e provastes, e vos fizestes, e recaistes, crucificais, expondes.

Tendo encerrado a brutal advertência para os "quase induzidos", a partir do v.9 retorna a se dirigir aos verdadeiros crentes, falando-lhes outra vez na segunda pessoa do plural: "mas vós" (6:9), "da vossa obra", "mostrastes", "servistes", "servis" (6:10).

Dirigindo-se aos verdadeiros crentes o escritor emprega a primeira pessoa do plural, do presente do indicativo, incluindo-se entre eles: "prossigamos" (6:1).

Nesse quadro das Escrituras ressaltam-se duas distintas categorias de pessoas: os crentes e os nominais. Entre o v.1 e os vv.4-8 de Hb 6, ocorre profunda diferença de experiência.



4.) - Os "quase-induzidos", ou os nominais ou "falsos irmãos" gozam de excelente oportunidade caracterizada pelas seguintes circunstâncias lembradas no texto, embora a experiência haja sido incompleta, de vez que não quiseram dar o passo definitivo da conversão.

Preferiram permanecer no subúrbios dela:

a) - "FORAM ILUMINADOS"
- Jesus Cristo é a Luz do mundo (Jo.8:12). A Luz Universal. João, no Prólogo do seu Evangelho, diz que o Verbo é a luz que resplandece nas trevas (1:5). Ele emprega o mesmo verbo de Hb.6:4 quando informa: "a Luz Verdadeira, que alumia a TODO O HOMEM que vem ao mundo (1:9).
Então todos são crentes? Estão todos salvos? Não! Mas, todos podem dela se beneficiar se A aceitarem. A todos a Luz do mundo é oferecida. O próprio escritor João reconhece que "o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam" (1:10-11). Só se tornam filhos de Deus os que recebem Jesus Cristo (1:12), conquanto haja Ele vindo para alumiar a TODO o homem.

b) - "PROVARAM O DOM CELESTIAL", ou seja, a Graça de Deus.
"Porque a Graça de Deus se há manisfestado, trazendo salvação a TODOS os homens" (Tt.2:11). " Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a Graça de Deus, e o dom pela Graça, que é dum só Homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos...por só um ato de Justiça veio a Graça sobre TODOS os homens para justificação de vida" (Rm 5:15,18). " E TODA A CARNE verá a salvação de Deus" (Lc.3:6), dizia João o Batista.

É a vontade UNIVERSAL salvífica de Deus que "quer que TODOS OS HOMENS sejam salvos e venham ao conhecimento da Verdade" ( I Tm.2:4). O Espírito Santo que opera desde o início na conversão do pecador é chamado em Hb.10:29 de "ESPÍRITO DA GRAÇA". Ao Espírito da Graça", compete convencer o MUNDO do pecado (Jo.16:8).
Há profunda diferença entre convicção e arrependimento do pecado. Quantos se convencem dos seus pecados, mas deles não se arrependem! Impedem que o Espírito Santo complete a obra da conversão.
A obra de convencer do pecado também é UNIVERSAL. Jesus disse que o Espírito Santo "convencerá o MUNDO do pecado" (Jo.16:8). Toda a pessoa a cometer certas iniquidades se convence de que errou. É a Graça de Deus. Ela, nesta circunstância, prova o dom celestial.
Lamenta-se contudo o triste fato muito comum de a maioria não se arrepender de verdade.

c) - "E SE FIZERAM PARTICIPANTES DO ESPÍRITO SANTO". Provar do dom celestial da Graça é participar do Espírito Santo (Gn.1:2 - Jó 26:13 - Sl.104:30).
No domínio espiritual, de modo particular, a operação é toda atribuída ao Espírito Santo de Deus. Receber o seu influxo é pois participar dEle. Ele age nas consciências de todos os homens, até dos piores bandidos, sem que, contudo, a maioria permita levar Ele a cabo a sua atuação culminante com a genuína regeneração.

d) - "E PROVARAM A BOA PALAVRA DE DEUS". No conjunto de tantas circunstância muitos pecadores ouvem a Palavra de Deus. Provam-na. Convencem-se dos seus pecados. A atuação do Espírito da Graça é sensível. Mas voltam atrás. Muitos até permanecem anos e anos entre os crentes sob a influência da Palavra de Deus e dela desfrutando em cada mensagem ouvida.

e) - "PROVARAM...AS VIRTUDES DO SÉCULO FUTURO" Foi a experiência do governador Félix. No seu longo processo judiciário Paulo se defrontou com várias autoridades, dentre as quais Félix. No seu depoimento aludiu à sua esperança quanto às "virtudes do século futuro", isto é, à "ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos" (At. 24:22-24). O governador se interessou por ser melhor informado do "Caminho" e quis ouvi-lo mais "acerca da fé em Cristo" (At.24:22-24). Félix se iluminara da doutrina, provara o dom da Graça tanto assim que quis ouvir mais e com todo o interesse, tornando-se, portanto, participante do Espírito Santo da Graça ao provar da boa Palavra de Deus. Dava ele todos os passos para a sua genuína conversão. Ouviu do Apóstolo ainda sobre "as virtudes do século futuro", isto é, "da justiça, e da temperança e do juízo vindouro" (At.24:25). Félix é o exemplo típico do "quase-induzido" de Hb.6:4-5. Voluntariamente, porém, rejeitou a salvação oferecida. Sua avareza, porque contava com propinas para libertar o Apóstolo, o impediu de se arrepender e confiar em Jesus Cristo.

Nestes dois versículos de Hb. 6:4-8 em que o escritor sacro descreve o evangélico nominal não existe qualquer alusão ao arrependimento e à fé salvadora em Cristo. Há apenas referência aos preâmbulos da conversão total.



5) - No v.6 o nosso Texto diz: "DEPOIS CAÍRAM" ou "RECAÍRAM".

O sentido desse verbo, segundo o grego original, não é o de "cair de novo" ou "cair outra vez", mas sim o de "SAIR PARA UM LADO", "ESGUEIRAR-SE DO CAMINHO", "DESVIAR-SE DO CAMINHO RETO", ESQUIVAR-SE".

O nosso sertanejo paulista e mineiro quando na discussão de um assunto que o pode complicar ou no fuxico de uma notícia que o pode envolver, diz: "saltei de banda".

Trata-se em nosso estudo de um desvio intectual, de "um saltar de banda" da Verdade do Evangelho. É a renúncia voluntária do conhecimento da Verdade (Hb. 10:26). É o "pisar o Filho de Deus", é o "tomar por profano o Sangue do Testamento", é o fazer "agravo ao Espírito da Graça" (Hb.10:29).

Aquelas pessoas depois de receberem tanto, descuidadas de atingirem a verdadeira conversão, abandonaram o Cristianismo e voltaram ao judaísmo.

Não se trata, pois, de alguma fraqueza ou de um pecado em que caíram.

É um ato específico e determinado da vontade pelo qual o crente nominal rejeita em definitivo o Plano da Salvação.

O termo grego "PARAPESONTAS", empregado nesta passagem e que quer dizer "CAIR PARA UM LADO", "DESVIAR-SE DO CAMINHO RETO", corresponde ao verbo "APOSTANAI" (=AFASTAR-SE) donde a palavra apostasia, que consiste no abandono, na defecção da fé, tomada no sentido de doutrina do Evagelho.

Nas Escrituras a palavra fé pode ser tomada em duplo significado: confiança e conjunto de doutrinas.

A fé-confiança o crente nunca perde. Quem confiou em Jesus Cristo como o seu Único Salvador, jamais deixará de confiar nEle.,

A apostasia ocorre quando alguém se afasta dos ensinos das Escrituras.

O indivíduo que ouve o Evangelho e, em defluência, é iluminado, prova a Graça, participa da atuação do Espírito Santo que o convence do pecado e prova a virtude do mundo vindouro como no caso do governador Félix, e antes de atingir 'a plenitude da conversão (=arrependimento e fé em Jesus como Único Salvador) afasta-se de tudo, escapa da influência da Verdade do Evangelho, apostatou retirando-se para a perdição.



6.)- Esses nominais que receberam todos os favores divinos mencionados nos vv.4-5, recuando para perdição, incorrem numa gravíssima dificuldade.

Renunciam voluntariamente o Plano de Salvação e como [POIS] poderão ser renovados para o arrependimento?

"RENOVADOS PARA O ARREPENDIMENTO" quer dizer retornar ao anterior estado de interesse quando chegaram à beira da conversão.

Revela frisar que eles, conquanto atingidos por tantas bênçãos e se aproximando do reino, não haviam chegado ao arrependimento. Estiveram naquela situação de "tão perto do reino mas sem salvação".

Com a apostasia o autor sagrado assegura a impossibilidade de renovarem a situação espiritual anterior que os propicie a luz suficiente para o arrependimento, a fim de que mudem sua atitude mental. Jamais se renovarão para que se arrependam.

É impossível este renovamento para que se arrependam porque aos apostatarem estão se identificando como os algozes crucificadores de Jesus Cristo, expondo-O ao virtupério. É este o significado da expressão: "estão crucificando de novo o Filho de Deus" (v.6), pois é evidente que não se repete jamais o fato da cruz.

Expô-lo ao ludíbrio ou ao virtupério é porque a apostasia O ofende e O deprecia publicamente como contra Ele se comportaram os algozes ao escarnecerem dEle (Mt.27:39-44).

Esse afastamento de Cristo com a renúncia do Seu Plano Salvífico é o pecado irremissível contra o Espírito Santo (Mt.12:31-32).

Na parábola das dez virgens encontram-se as cinco insensatas que se viram privadas de nova oportunidade (Mt.25:1-13).

Na parábola das bodas há um conviva a participar das festas nupciais. As circunstâncias agraciaram-no sobremodo, mas foi excluído sem qualquer oportunidade por lhe faltar vestimenta adequada (Mt.22:11-13).

Na parábola do semeador há um tipo de coração semelhante aos pedregais. Ouve a Palavra e, "LOGO COM PRAZER" a recebe (Mc.4:16). Estes, porém, "não tem raiz em si mesmos, antes são temporãos, depois sobrevindo A TRIBULAÇÃO ou PERSEGUIÇÃO por causa da Palavra, logo se escandalizam" (Mc.4:17). Escandalizados abandonam os primeiros influxos do Espírito Santo e retornam à vida antiga.

Ao relatar a situação destes corações semelhantes aos pedregais, de certo, Jesus já prognosticava aquele grupo dos destinatários da Epístola aos Hebreus.

E a condição deles se torna pior do que a anterior. Pior "porque àquele que tem se dará e terá em abundância, mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado" (Mt.13:12).

E o demônio retorna a essa pessoa. "Acha-a varrida e adornada" porque aquela influência espiritual promoveu-lhe certa limpeza e lhe reparou alguns estragos deixados por pecados anteriores. "Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam alí, e o último estado desse homem é pior do que o primeiro" (Lc.11:26).

Essa dolorosa experiência se repete a cada dia.É se ter olhos para ver!

EM CONCLUSÃO: a períscope de Hb. 6:4-8, mesmo considerada em si mesma, separada do seu contexto e fora do teor de todas as Escrituras sagradas concernentes à Vida Eterna, não permite fundamentação alguma para se afirmar as hipóteses da amissibilidade da salvação para o crente na contingência de pecar e da possibilidade de perder ele a fé em Jesus Cristo.

Deus nosso Senhor, todavia, permitiu Hb.6:4-8 como uma esplêndida oportunidade de provarmos a nossa fé na segurança da Sua gloriosa promessa fundamentada em solene juramento.

Fim do comentário da passagem de Heb.6:4-8

------------------------------------------------------------------



E Hebreus 10:26-31?

“26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, 27 Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. 28 Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. 29 De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? 30 Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb 10:26-31 ACF)



Hebreus 10:26-31 é a conclusão de Hb.6:4-8.

Nesta última passagem o autor sacro enfileira os grandes favores concedidos ao cristão nominal e apresenta o motivo pelo qual ele jamais poderá ser salvo se, evitando a conversão, descambar para a apostasia, ou seja, se, desprezando tantos benefícios espirituais, der as costas a Jesus Cristo ao invés de aceitá-Lo em definitivo como seu Salvador Único. Só no v.8 há uma suscinta alusão aos castigos decorrentes da rebeldia.

Já Heb 10:26-31, conquanto mencione com vivas pinceladas em expressões contudentes a apostasia, se alonga em considerar os pavorosos castigos.

As duas períscopes, portanto, se completam.



a) Paulo, ao longo dos capítulos da Epístola, objetivou fortalecer as convicções dos seus destinatários sujeitos a uma conjuntura de indizíveis provações a fim de se manterem fiéis ao Evangelho por ser Este muito Superior ao Judaísmo.

O Evangelho é muito mais excelente por ser Jesus Cristo infinitivamente superior a Moisés e aos anjos. O sacerdócio de Cristo é infinitivamente Superior ao sacerdócio da Antiga Aliança. O sacrifício de Jesus Cristo é infinitamente superior aos sacrifícios do culto mosaico.

Do v.1 do capítulo 8 até o v.18 do capítulo 10 o Apóstolo desenvolve um profundo tratado de teologia do Sacrifício de Cristo, com o Qual Ele efetuou o Seu sacerdócio.



b) - É nessa tessitura teológica sobre a unicidade do sacrifício do redentor que, aplicando os princípios para a vida prática, em outras digressão, alude aos castigos que serão cominados contra os que pisam o Filho de Deus, tendo por comum o Seu sangue e agravado o Espírito da Graça.

Frequentadores das igrejas da Judéia haviam com o perigo de se deixarem mover pela lembrança da suntuosidade do culto mosaico o qual no passado praticaram. Se retornassem a ele estariam considerando comum o sangue de Cristo (v.29), visto que o reputariam em nada acima do sangue dos touros e bodes.

As ofertas de animais, contudo, se repetiam por serem incapazes de remover o pecado (Hb.10:4), enquanto o sacrifício de Cristo foi oferecido uma única vez e pode salvar perfeitamente. Se alguém O despreza, renega-O, estará em definitivo perdido porque Ele não pode se renovar. Cristo não morrerá outra vez (9:25-26 - 10:14 - Rm 6:9).

Repelindo-se esse sacrifício de valor infinito não há outro que o possa substituir (v.26). Recusando-se o sangue pelo o qual Jesus nos obteve a "renovação eterna" (9:12) e com o qual sancionou a Nova Aliança (9:15-18), JÁ NÃO EXISTE NENHUMA OUTRA PERSPECTIVA SENÃO A DO TERRÍVEL JUÍZO DIVINO (V.27).



c) - Em versículo algum de Hb.10:26-31 o autor dá qualquer margem a se ler pelo menos nas suas entrelinhas uma informação quanto à não-perseverança do crente. Ele, isto sim, discorrendo sobre os pavorosos castigos dos apóstatas, confirma a unicidade do sacrifício de Cristo por ser de valor infinito e infinitamente superior aos sacrifícios do culto da aliança caduca.



d) - Ao analisarmos o Texto em si consideraremos o próprio pecado e os castigos dele decorrentes.

( A )

Em Hb.6:4-8 Paulo Apóstolo minuciou os dons concedidos por Deus aos cristãos nominais. Em Hb10:26,31 menciona o pecado em si.

Ele, a partir de 10:19, está exortando os verdadeiros crentes. E do v.26 ao 31, numa nova digressão passa a falar aos "quase-induzidos" a fim de lhe mostrar a situação de perigo que se encontram e de estimulá-los a uma pronta e legítima conversão evangélica.


a) - "SE PECARMOS" (v.26) - É uma suposição. Uma hipótese inexequível para o crente na circunstância de pecar para perder a salvação.

Paulo usa a primeira pessoa do plural numa forma literária de argumentar. Um pregador ao se dirigir a um auditório heterogêneo pode dizer, por exemplo: se nos envenenarmos, se fumarmos, se usarmos entorpecentes...É um modo de chamar a atenção dos ouvintes. É claro que ele não está afirmando que em pessoa fará uma dessas coisas.

A expressão: "SE PECARMOS" é uma suposição apresentada pelo futuro do subjuntivo do verbo.

Releva notar-se que não está no futuro do indicativo: PECAREMOS, o que denotaria disposição de pecar.

b) - "VOLUNTARIAMENTE" (v.26) - E escritor sagrado na língua original, ao sabor idiomático do grego, coloca este advérbio (ekousíos) em primeiro lugar na frase com o intuito de ressaltá-lo. É o mesmo vocabulário encontrado em I Pd.5:2 que também poderia ser traduzido por "espontaneamente", "livremente"

Esse advérbio destaca a contumacidade, a malícia do pecado de deserção.

Com efeito, o pecador recebeu de Deus todos os preâmbulos da fé: foi iluminado, provou o dom celestial, a boa Palavra de Deus e as virtudes do século futuro, fez-se participante do Espírito Santo (Hb.6-4-5). Sua apostasia, ou seja, o seu abandono de todos estes favores só é resultado de uma particular, pessoal e contumaz voluntariedade.

c) - 'DEPOIS DE RECEBIDO O CONHECIMENTO DA VERDADE" (v.27) - Não vem ao caso qualquer outro pecado senão só o da recusa da verdade do Evangelho no tocante ao autêntico sacrifício de valor expiatório infinito.

Este é o pecado imperdoável. Irremissível!

É a resistência à Graça do Espírito. É o pecado contra o Espírito Santo. É a blasfêmia contra Ele.

A blasfêmia é o máximo ultraje assacado contra Deus (Mt.12:32 - Mc.3:29).

Essa iniqüidade implica três aspectos:

O de atribuir a satanás as obras de Deus como faziam os fariseus procrastinadores sempre a exigir de Jesus sinais apesar de verem-no tantos (Mt.12:22-32 - Mc.3:22-30). O de fazer passar-Se por mentiroso, se se nega a segurança ou a preservervação eterna do salvo ("Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho, quem a Deus não crê MENTIROSO O FEZ, porquanto não creu no testemunho" quanto à vida ETERNA, é o "pecado para a morte", ou imperdoável.

E o de recusar em definitivo Jesus Cristo como Salvador único, fato este que significa atribuir a satanás as obras de Deus ao pisar o Seu Filho tendo por profano ou comum o sangue do testamento.

Aqueles antigos fariseus apesar de agraciados com o contemplar fisicamente o Mestre e presenciar a vista os Seus prodigiosos sinais, não tinham recebido os maiores dons que os cristãos nominais recebem.

Afinal de contas estes "quase-induzidos", como resultado de tantas graças (Hb.6:4-8), tornaram-se "amigos do Evangelho" enquanto aqueles fariseus sempre foram inimigos acirrados de Cristo.

Incidiram no pecado irremissível de injúria ao Espírito Santo por acusarem Jesus Cristo de operar sob o impulso do diabo e por resistirem ao testemunho evidente dos Seus sinais.

Com mais vigorosos motivos cometem o pecado para a morte os "temporãos" do Evangelho quando dEle apostatam, pois foram participantes do Espírito Santo.

Contra este Espírito blasfemam eles porquanto Deus, pelo testemunho do Seu Espírito Santo, lhes tem revelado intimamente.

Assemelhou-os Jesus Cristo àquele servo mau e negligente a quem o Senhor dera um talento, que, pela sua incúria, se tornara inútil e réprobo das trevas (Mt.25:24-30).

O pecado imperdoável tratado nesta ocasião (Hb.10:26) é, por conseguinte, o da rejeição da Verdade depois de conhecê-la.



( B )


1) - Do pecado de defecção da Verdade do Evangelho as sanções são as mais pavorosas.

a) - Toda a sociedade bem organizada ao código civil anexa o código penal para as infrações da lei.

Por isso Deus promulgou sanções para a sociedade israelita da Antiga Aliança.

O Apóstolo menciona a penalidade máxima para os infratores de certos artigos da Lei: "QUEBRANDO ALGUÉM A LEI DE MOISÉS, MORRE SEM MISERICÓRDIA, SÓ PELA PALAVRA DE DUAS OU TRÊS TESTEMUNHAS" (V.28).

Naquele código veterotestamentário havia crimes passíveis de pena de morte: os pecados de contumaz malícia (Nm.24:13-16), as violações sexuais de adultério, incesto, sodomia e bestialidade (Lv.20:11-17), a insolência contra os sacerdotes (Dt.17:12), a profecia falsa (Dt.18:20), o homicídio voluntário (Nm.35:30), a idolatria (Dt.13:7-12 - 17:2-7), a feitiçaria (Êx.22:18), a maldição contra os próprios pais (Êx.21:17).

Nesse casos o criminoso, "SEM MISERICORDIA" era condenado à morte sob "a palavra de duas ou três testemunhas" (v.28), memora Paulo Dt.19:15.

b) - Será, porém, muito maior a inexorabilidade da punição contra quem comete o maior crime. Crime muito maior do que aqueles da velha legislação e que exigiam a pena capital: "DE QUANTO MAIOR CASTIGO CUIDAIS VÓS SERÁ JULGADO MERECEDOR AQUELE QUE PISAR O FILHO DE DEUS" (V.29).

"PISAR" ou pisotear, calcar, espezinhar, no grego original (katapatésas) tem algo de onomatopéico. Ao pronunciar o vocábulo grego tem-se a impressão de se estar ouvindo o sapatear do pisar ou conculcar com os pés.

"PISAR" é o ato de supremo desprezo, de aviltamento, de humilhação, de quando se calca sob os pés o sal insosso (Mt.5:13) ou de quando os porcos, animais imundos, pisam as pérolas preciosas (Mt.7:6).

A essa repulsa ao Filho de Deus depois de havê-Lo conhecido como Único Salvador, assemelha-se o gesto insano dos porcos que desprezam as gemas de alto valor.

c) - O apóstata considera "PROFANO O SANGUE DO TESTAMENTO" (v.29). Recusa-O como de valor propiciatório por tê-lO por comum, vulgar, vil. Renega o sangue redentor do homem e santificador do testamento (Ef.1;7 - Rm.3:25 - Cl.1:14,20 - Ap.1:5 - 5:9).

d) - O desertor da Verdade do Evangelho pisa o Filho de Deus, equipara o sangue do testamento ao sangue vil e comum e faz "AGRAVO AO ESPÍRITO DA GRAÇA" (v.29).

Lá em Hb.6:4-8, o autor da Epístola se refere às bênçãos outorgadas ao coração empedernido do "amigo" do Evangelho. Aqui ele procura demonstrar a extrema malícia desse "quase-induzido" na eventualidade de desprezar aquelas bênçãos ao procrastinar.

Esta resistência ao Espírito da Graça por haver este cercado o apóstata com a Sua gratuita benevolência.

e) - A tremenda realidade do castigo divino é ameaçada pela própria infalível Palavra de Deus: "POR QUE BEM CONHECEMOS AQUELE QUE DISSE" (v.30).


No Antigo Testamento se precisava do depoimento de duas ou três testemunhas. Agora a Palavra de Deus é além de suficiente.

A Palavra de Deus que disse: "Minha é a vingança, Eu darei a recompensa" (v.30). Expressões estas do Cantigo de Moisés (Dt.32:25)

E disse "outra vez: O Senhor julgará o Seu Povo" (v.30).

A punição cabe ao próprio Deus Justo!


2) - A pena é tão pavorosa que está fora do alcance da nossa imaginação. Tão indizível que a própria espera dela já se torna tremendo castigo.


a) - "UMA CERTA EXPECTAÇÃO HORRÍVEL DE JUÍZO" (V.27) - é o aguardo, a espera da chegada do Juízo. Angustiosa, ela é terrível e temível.

Tão horrorosa que Paulo nem sequer ousa qualificá-la ou defini-la. Restringe-se a designá-la genericamente de "UMA CERTA".

Já presenciei a morte de apóstata. De pessoas esclarecidas no tocante à verdade do Evangelho por elas "voluntariamente" (v.26) recusada. Sob o terror do Juízo iminente e pavoroso castigo!

Conquanto conheçam o plano de salvação e apesar da certeza do Juízo horrendo, cristalizadas para as penas eternas, são incapazes de se arrepender. Estrangula-lhes a consciência em pânico a "ESPECTAÇÃO HORÍVEL DO JUÍZO".

b) - "ARDOR DE FOGO QUE HÁ DE DEVORAR OS ADVERSÁRIOS" (V.27) - é a realidade da punição muito mais terrível do que a expectação.

Este "ARDOR" ou "FUROR DE FOGO" é a pena da ira de Deus, o Qual castiga com fogo (Mt.25:41 - Mc.9:44, 46,48 - Ap.11:5). Fogo inextinguível (Is.66:24).

c) - A expectação do juízo é horrível (v.27). Porém supremamente "HORRENDA COISA É CAIR NAS MÃOS DO DEUS VIVO (v.31).

A perícope digretória é concluída com esta sentença inimaginável o cérebro humano.

Se é horrível a espera, a expectação da sentença em sua terribilidade ultrapassa todos os limites.

Se as mãos onipotentíssimas de Deus guardam o crente (Jo.10:28-29), essas mesmas mãos infinitamente justas e justiceiras vingarão o sangue do Cordeiro naquele que dEle apostatarem.

Davi numa circunstância de perplexidade angustiosa, quando ameaçado de disciplina por haver desagradado ao Senhor, alvitrou cair nas mãos de Deus, "Estou com grande angústia, porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as Suas Misericórdia, mas nas mãos dos homens não caia eu" (II Sm.24:14).

Com efeito, as mãos de Deus são paternais, são de misericórdia para com os crentes, os que pela fé evangélica, honram o sangue do Cordeiro. A Sua disciplina é de bênçãos e de recondução às sendas do crescimento na Graça.

São elas, contudo, de extrema vingança para os apóstatas.

Com o v.31, posto o fecho da digressão, nos vv, 32 e seguintes o escritor retoma o fio de suas exortações de cunho moral dirigidas aos genuínos crentes:"LEMBRAI-VOS, porem... (v.32).

E no v.39, para não deixar margem alguma a possíveis dúvidas, relembra a divisão entre os salvos e os "falsos irmãos" apostatados: "NÓS, porem, NÃO SOMOS DAQUELES QUE SE RETIRAM (apostatam) PARA A PERDIÇÃO, mas DAQUELES QUE CRÊEM PARA A CONSERVAÇÃO DA ALMA"





Retirado das páginas do Livro 268 a 277 do Livro "O Crente Pode Perder a Salvação?" de 350 páginas. Edição "Caminho de Damasco Ltda - 1987.

www.gilsonsantos.com.br/pdfs/anibal_pereira_reis_doutrinas_da_graca.pdf


Dr. Anibal Pereira dos Reis (Ex-padre).
Outros livros do Dr. Anibal Pereira dos Reis
Livros do Dr. Anibal:
http://www.desafiodasseitas.org.br/ex-padre-anibal.htm

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Culto de aniversário da Igreja Assembléia de Deus Ministério Rompendo em Fé

Pastor Ronne Louvando no Culto de Consagração de Obreiros da (CONVEN) em...

Pastor Ronne Louvando ( deserto e lodebar nunca mais) na Igreja Fogo e G...

Precisa ter Fé. louvor com Pastor Ronne

Pr. Edgar Pregando na campanha da justiça de DEUS (17/08).

Campanha da justiça de DEUS (16/08) Pastor Edgar Pregando

PASTOR CÍCERO PREGAÇÃO FORTE (Gama DF)

Pastor Ronne , Louvando Nani Azevedo (11/08/2013).

Pastor Leno campanha da justiça de DEUS.Louvor com Pastor Ronne

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pastora Ivonete é fogo na terra . Gama DF



COPEV-DF FACEBOOK

Tel.: 61 3468-5695 | 8136-9010

E-mail: secretaria.copevdf@gmail.com
Endereço: SHIN CA 11 Lote 35 Lago Norte-DF
HomeCOPEV-DF
COMEV-DFLinks
Galeria de FotosContato

JOSIMAR FRANCISCO DA SILVA, nascido aos 14 de junho de 1966 na cidade de Recife-PE, chegou ao Distrito Federal dia 05 de julho de 1989 procedente do Rio de Janeiro-RJ.

É casado com a pastora Rose Targine desde setembro de 1989, tem duas filhas (Josianne e Yohanna). É pastor presidente da Assembléia de Deus do Planalto, Lago Norte-DF. É presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal, tendo sido eleito em outubro de 2006. Bacharel em Teologia (Especialização em Ministério Pastoral) e Psicoterapia Clínica de Família.

Recebeu o titulo Dom Pedro II do Corpo de Bombeiro do DF (mais alta comenda por serviços relevantes prestados aquela instituição). É administrador de pequenas, médias empresas. Participou do curso de mobilização militar (Ministério da Defesa). Foi assistente de comunicação da Presidência da República (período de 1991 a 1995). Acompanhou o Presidente da República em viagens presidenciais em missão oficial a vários estados da Federação.

Atuação do Distrito Federal: Assessor Especial da Vice-Governadoria, Assessor Especial da Governadoria do Distrito Federal e Cerimonial da Vice-Governadoria do DF.


Experiência Eclesiástica:

1. Ordenado ao ministério pastoral em 1995.

2. Professor de curso superior de Teologia – FATPLAN.

3. Especializado em liderança Cristã.

4. Professor de Escola Bíblica Dominical.

5. Terapeuta clinico de famílias com especialização em aconselhamento para casais, jovens e adolescentes.

6. Membro da convenção geral das Assembléias de Deus do Distrito Federal (CGADB).

7. Membro da convenção das Assembléias de Deus do Distrito Federal CEADDIF.

8. Palestrante e conferencista nacional.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

DERRUBANDO MURALHAS E CONQUISTANDO VITÓRIAS
Josué capítulo 6

1 ¶ Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava.

2 Então disse o SENHOR a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos.

3 Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias.

4 E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas.

5 E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.

6 ¶ Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do SENHOR.

7 E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do SENHOR.

8 E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de carneiros diante do SENHOR, passaram e tocaram as buzinas; e a arca da aliança do SENHOR os seguia.

9 E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as buzinas iam os sacerdotes.

10 Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis.

11 E fez a arca do SENHOR rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e ali passaram a noite.

12 Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram a arca do SENHOR.

13 E os sete sacerdotes, que levavam as sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do SENHOR, iam andando, e tocavam as buzinas, e os homens armados iam adiante deles e a retaguarda seguia atrás da arca do SENHOR; os sacerdotes iam andando e tocando as buzinas.

14 Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias.

15 E sucedeu que, ao sétimo dia, madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes.

16 E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o SENHOR vos tem dado a cidade.

20 Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade.

—————————————————————————————————————————————————————

Terminamos hoje a série de 21 dias de jejum e oração. Há batalhas na nossa vida que só conquistamos através do jejum e da oração. E hoje, neste 21° dias, vamos orar e proclamar a queda das muralhas sobre a tua vida. E que muros são esses? São obstáculos que se colocam à tua frente e que te impede a caminhar. É como se houvesse um muro à tua frente.

E a história que acabamos de ler, na verdade é uma paráfrase, um paralelo do que acontece na minha e na tua vida. Que para termos vitórias, há muralhas que precisam ser derrubadas.

E a história de Josué poderia ser dividida em 3 partes: CHAMADO, CAPACITAÇÃO E CONQUISTA.

•No CHAMADO Deus encoraja a Josué. Têm ânimo, EU estou do teu lado. Te esforça, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares.
•Na CAPACITAÇÃO Deus ordena ao povo a circuncisão, que era o pacto de Deus na antiga aliança, Celebram a Páscoa para se lembrarem de que foram escravos no Egito. Colocam um marco na sua história tirando 12 pedras do leito do Rio Jordão e fazem um momento, um marco, um memorial de que eles passaram o Jordão a seco.
•Na CONQUISTA Deus emite uma ordem e espera que o povo obedeça. Após o CHAMADO e CAPACITAÇÃO, eles agora estão aptos a conquistarem dentro da OBEDIÊNCIA exigida pelo SENHOR.
Porém existem normas a serem seguidas nas conquistas no nosso caminhar com Deus. Vamos então à conquista da primeira cidade: JERICÓ!

Resumo da história:

•Jericó era uma cidade fortalecida por uma muralha dupla. Tinha 8 metros de largura. Era a cidade mais forte da Região. A primeira a ser conquistada.
•Deus emite a ordem: vocês vão rodear a cidade por 7 dias. Nos 6 primeiros dias uma volta. No último dia, 7 voltas. Total 13 voltas.
•Organização: 7 sacerdotes iam à frente da arca do concerto com buzinas de chifres de carneiro. Atrás ia a Arca do Concerto onde havia as tábuas da lei, a vara de Arão que floresceu e o Maná. Simbolizando a Lei, a Escolha e o Sustento.
•Silêncio total durante a jornada: : vs. 10 – Josué deu ordem ao povo: “Não gritareis nem fareis ouvir a vossa voz e nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia em que eu vos diga: Gritai! Então gritareis!”
•No sétimo dia, rodearam a cidade 7 vezes. Os sacerdotes desta vez tocaram as buzinas longamente. Josué dá a ordem: Gritai! Porque o Senhor vos tem dado a cidade! E o muro caiu abaixo e o povo conquistou a cidade.


VAMOS APRENDER OS SEGUINTES PRINCÍPIOS COM ESSA EMOCIONANTE HISTÓRIA DE JOSUÉ:


1. NO PROPÓSITO DE DEUS PARA UMA PESSOA SEMPRE EXISTEM ESTAS TRÊS ETAPAS: CHAMADO, CAPACITAÇÃO e CONQUISTA.

Alguém já disse que Deus não chama os capacitados, mas capacita os chamados. Isso é verdade.

Exemplos: Moisés, Paulo, Eu, você. Deus chama-nos e capacita-nos. Você me perguntaria: “pastor, não dá para pular alguma etapa?’ Não, não dá! Na ESCOLA DE DEUS não há atalhos. Atalhos são sempre subterfúgios que resultam em desastre.

Você percebeu que na nossa vida natural sempre procuramos atalhos? O caminho mais curto? Curso rápido de piano, método de emagrecimento rápido, tudo rápido. Sujeito ficou 20 anos comendo, quer emagrecer em um mês. Não dá! Sujeito faz uma picada no mato, arrisca a vida, pode ser mordido por cobra, só para cortar caminho.

E cortar caminho é perigoso! Diga para a pessoa ao seu lado: “Não tente cortar o caminho”. “Deixa Deus te capacitar!” . Na Escola de Deus você só pode ser um vencedor, um conquistador, quando estiver pronto, ou CAPACITADO!

Deus vai te capacitar! Esta é a parte de Deus. “Ah, pastor, mas eu não estou preparado!” Não está mesmo! Quem vai te preparar é o SENHOR. Não espere ficar perfeito para tomar a decisão de seguir a Jesus. Siga-o agora, enquanto lê este sermão, já. Não é amanhã é agora, neste segundo. Se não o fizer agora, você o fará depois? Não, não o fará!. Faça-o agora! Tome essa decisão. Por isso Efésios diz que Deus deu uns para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, querendo o aperfeiçoamento da igreja. O Senhor te prepara através da PALAVRA de DEUS! É a PALAVRA meu irmão, a palavra do Senhor! Não é a profecia da irmã Mariazinha, não. É a Palavra!

Lc. 24: 49 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, “até que do alto sejais revestidos de poder”. Jesus está dizendo “Não saiam sem essa capacitação. Vocês vão fazer bobagem.” Já imaginou o médico que não sabe operar enfrentar uma cirurgia? O piloto de avião que não sabe operar o boeing e senta-se na cadeira do comandante? O desastre será certo.



2. PARA SER UM CONQUISTADOR, TEMOS QUE SER ORGANIZADOS.
•VS. 3 A 5. Tem que rodear a cidade por 6 dias uma vez. No sétimo dia 7 vezes. São 13 vezes ao todo. Os sacerdotes vão à frente, e não atrás. Tudo tem uma ordem estabelecida. Deus não opera na bagunça.
•Deus estabeleceu uma ordem no Universo de sorte que todas as coisas funcionam em sintonia. Não há rebelião entre os astros e o dia sempre nasce. Já imaginou se nunca tivéssemos certeza de que o Sol iria nascer? Que caos seria esse planeta? Pois bem, se as coisas funcionam assim no Universo, também em nossa vida devemos ser organizados no tempo e no espaço.
•Você considera-se uma pessoa organizada? Como é o seu quarto? Você arruma sua cama? A sua cozinha é limpa? Sua vida é íntegra, do que se ocupa sua mente? O que ocupa a sua mente? Veja o que diz Filipenses 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Esses são princípios que devem nortear o nosso pensamento e não coisas impuras, de má fama. Como Deus pode usar um vaso sujo?
•Como você organiza o seu tempo? Você prioriza tempo para Deus, para a leitura da Palavra e oração diária? Vejamos o que Jesus disse em Mt. 6:33 ” busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça e todas as demais coisas nos serão acrescentadas. ” Mas se você está preocupado com o seu carro, sua casa, sua esposa(o), suas férias, sua família, seu trabalho, seus filhos e não está nem aí para as coisas de Deus, como poderá ser um conquistador?


•Se você quer ser um conquistador, está na hora de organizar a sua agenda. E a melhor hora de começar é agora. Não deixe para amanhã, porque você não irá organizá-la. Eu sua agenda, o tempo para Deus não é a SOBRA. Deus não quer o tempo que sobrou. Ele quer sempre ter a primazia, o primeiro lugar. Se Deus não for o primeiro eu sua vida, o segundo Ele não será. Ele é sempre o primeiro. Reserve já ao menos uma hora diária para Deus. Dedique-se 30 minutos à leitura da Palavra e depois ore 30 minutos. Faça isso e depois de uma semana, você verá que sua vida mudou. Sua fala, sua confiança, seu linguajar. As pessoas vão notar e dizer: “o que aconteceu com você? Está diferente!”


3. PARA SERMOS VITORIOSOS TEMOS QUE APRENDER A HORA DO SILÊNCIO.
VS. 10 Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai! Então, gritareis.

7 DIAS MUDOS. Sabem qual é a arma mais perigosa do planeta terra? A LÍNGUA. O que mais derrotou pessoas no mundo.

Vejam o que diz o apóstolo Tiago sobre a língua:

Tiago 3:5 Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.

6 A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.

7 Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;

8 mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

Você consegue domar cavalo selvagem, leão, até cobra. Mas a língua, não. Até os dentistas têm problemas com ela. Tem que amarrar, PRENDER, colocar uma trava porque ela ATRAPALHA ATÉ DENTISTA.

PARA ALGUMAS PESSOAS, DOMAR A LÍNGUA É UMA MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL. Já viram gente que fala em cima da fala da outra! É incapaz de deixar o outro concluir o raciocínio? Que façanha! Isso é língua não domada.

Por que Deus dá essa ordem? É porque Israel já tem uma história de fracasso no passado por causa da língua. Lembram-se da Rebelião de Datã, Coré e Abirão? Leia Números 16 e perceba que uma rebelião não começa do dia para a noite. Mas ela vai se instalando sorrateiramente a partir dos comentários maldosos. Eles desafiaram a autoridade de Moisés, pondo em dúvida o seu chamado de Deus. Deus teve que julgá-los, destruindo a família deles. Que triste fim eles tiveram. E nós temos que aprender com as histórias do passado. Por isso a Bíblia não conta só as coisas boas, mas também as experiências ruins. Elas foram escritas para que você e eu aprendamos e não caiamos nos mesmos erros daqueles homens.

Imaginem o povo comentando: “que absurdo. Rodear a cidade. Nunca vi isso. Só pode vir da cabeça de Josué! Eu não concordo. Eu tenho um plano melhor. Isso não vai dar certo. Ele não está bom da cabeça. Eu estou cansado. Eu estou com fome. Eu vou desistir.” Daqui a pouco tem uma grande multidão dizendo a mesma coisa.

Agora imaginemos essa cena se repetindo dentro de uma igreja, pessoas falando mal do pastor, utilizando redes sociais, email para difamar. Dentro de pouco tempo ele já acha um punhado de adeptos, reunem-se e decidem dividir a igreja. Quantas igrejas foram divididas. E isso não aconteceu de um dia para outro. Isso é um processo maligno que vai crescendo e a arma mais poderosa, letal, fatal que o diabo usa é a língua do crente que difama o outro.





O SILÊNCIO FALA MAIS ALTO!

•Jesus perante o tribunal de Pôncio Pilatos. A multidão está dizendo: “Crucifica-o, crucifica-o” Mas Ele nada respondia. Pilatos fica maravilhado. João 19:6 em diante.
•Isaías 30:7 No estarem quietos, estará a sua força.
•Vamos ficar calados e deixar Deus agir? Você tem falado demais. Deixe Deus agir na tua vida, na tua causa, nos teus cuidados. Ele tem cuidado de nós. ”Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
1 Pedro 5:7″


4. QUANDO CHEGAR A HORA DE CONQUISTAR, GRITE!
•Vs. 16 – Após a 7ª volta, cansados, Josué dá a ordem “GRITEM!” o Senhor vos tem dado a Cidade!
•ESSE GRITAR, hoje pode ser interpretado como “CLAMAR”!
•O cego Bartimeu gritou e foi ouvido.
•A mulher Cananéia clamou!
•CLAME AO SENHOR QUE ELE VAI TE OUVIR.
•Com fé, os muros caem. Quais muros precisam cair da tua vida para que você saia da vida fracassada e passe a viver uma vida em vitória?
Conclusão:
•Hoje, vamos proclamar a Vitória e a Conquista sobre o povo de Deus.
•Tome hoje a decisão. JOSUÉ em seu discurso de despedida: Josué 24:15 Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.
•Coloque a tua vida no altar do Senhor nesta noite para nunca mais tirá-la de lá. Esse é o desafio.
•VOCÊ ACEITA ESSE DESAFIO? Então venha para o lado dos conquistadores. Amém? Vamos orar.

pr Videira

Igreja Cristo é Real

sexta-feira, 19 de julho de 2013

INTRODUÇÃO
Se Deus quer, então, devemos obedecer fazendo a sua vontade, porque isto resulta em benefícios incontáveis a nossa própriaexistência. Mas, o que é que Deus quer? Muitas coisas sem dúvida, mas uma só nos preocupa hoje. O nosso dinheiro. E Deus quer o dízimo desse nosso dinheiro. Apenas a décima parte de tudo o que recebemos, quer ele seja entregue à casa do tesouro, à igreja do Senhor Jesus Cristo, a fim de que seja ela suprida nas suas necessidades. Muito se tem falado sobre o dízimo; dos púlpitos mensagens esclarecedoras têm sido transmitidas; contudo, ainda marcamos passo, e a maioria dos crentes está por se adaptar à realidade de que Deus quer, então basta! Não existe argumento superior à vontade do nosso Deus. "Toda a coisa consagrada será uma coisa santíssima ao Senhor".

I – POR QUE DAR O DÍZIMO


Há um número expressivo de membros de igrejas evangélicas inventando desculpas para não dar o dízimo, chegam a ser absurdas algumas das desculpas apresentadas para fugir à responsabilidade com Deus. Veja se você tem usado algumas dessas para fugir ao seu dever como crente:

"Não dou o dízimo porque é tão pouco que tenho vergonha". É desculpa! Quem é fiel no mínimo, é fiel no muito.

• "Não dou o dízimo, porque é muito e a igreja não necessita de tanto". É desculpa! Diz o
profeta Malaquias, no seu capítulo 3 e versículo 8: "Roubará o homem a Deus?

Todavia vós me roubais". O dízimo é do Senhor e deve ser entregue a Ele .

• "Não dou o dízimo porque estou muito apertado, cheio de contas para pagar".É desculpa! MI 3:10 diz: "Trazei todos os dízimos ... depois fazei prova de mim ... ". Primeiro você da o que pertence a Deus, depois há promessa de abundância.
Quem inverte isso não prospera.

Na verdade o dízimo é uma oportunidade de demonstrar a Deus que você reconhece que Ele é dono de tudo e o provedor de seus bens.

Há, entre os crentes, o hábito de se dividir o dízimo. Quem eles beneficiar (causas e pessoas), lançando, para isso, mão daqueles 10% que deveriam ser entregues intactos à casa do Senhor. Isto é uma questão de disciplina própria, ou, talvez, de hipocrisia diante de Deus, porque à vista dos homens regozijam-se os benefícios, sem muito ou nenhum proveito espiritual ao beneficiador. A verdade é que não está certo distribuir o dízimo a nosso bel ¬prazer. Não sentimos nisto aprovação divina, porque não existe qualquer autorização por parte de Deus a que procedamos dessa forma. Não somos dizimistas se assim o fazemos. Temos observado a vida espiritual dos crentes que repartem o dízimo. De igual maneira agem com relação às doutrinas bíblicas, dando a si mesmos o direito de fazê-Io. Dar o dízimo à igreja e do restante, no que for possível, contribuir para a Causa e pessoas necessitadas. Aí aparece o valor da oferta alçada. Deus criou todas as coisas, colocando-as em seus lugares certos.

Outros irmãos tomam o dízimo emprestado, usando-o em seus negócios e compras, propondo-se a pagar mais tarde. Porventura fazem assim quando recebem uma nota promissória a pagar em dia marcado? Deus é mesmo muito paciente e misericordioso. Há dízimos acumulados que nunca foram pagos porque os crentes acham Deus muito compreensivo e perdoador. Eles mesmos se condenam. Precisam de disciplina própria, rigor íntimo, atitude honesta e firme, porque a Deus não se pode ludibriar e ele conhece todos os nossos pensamentos, e certamente, com justiça nos julgará. Nunca teremos argumentos que sejam mais fortes do que a vontade do nosso Deus. Ele quer nosso dízimo integral. A ele. Pois, façamos a entrega.

Já em MI 3:8,9, o Senhor é mais enfático sobre a doutrina do dízimo: " ... todavia vós me roubais e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas". Assim deve o bom crente a uma contribuição cociente e bíblica dos dízimos e das ofertas.

Jerônimo Onofre apresenta em seu livro OS EXTERMINADORES DE RIQUEZAS, quatro legiões de demônios prontas para arruinar o crente: Joel 1:4.

Na versão Revista e Corrigida nos diz o seguinte: "O que ficou da lagarta, o comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto, o comeu a locusta, e o que ficou da locusta, o comeu o pulgão".

a) GAFANHOTO = da ordem dos Ortópteros. Causa grande estrago às plantações (Pv 30:27);
b) LAGARTA = da ordem dos Lepidópteros (lava de insetos ou borboletas);
c) LOCUSTA = nome científico do gafanhoto;
d) PULGÃO = da ordem do Homópteros. Vivem sobre os vegetais (SI 78:46; 105:34).

"Uma legião de soldados (Mt 26:53), nos tempos de Jesus, era composta de 6.000 soldados de infantaria e 300 de cavalaria. Portanto doze legiões, seriam 78.000 homens".
Na história de Israel, sabe-se que os gafanhotos tinham destruído a lavoura. E, eles representavam os seus inimigos. "hoje simbolizam as forças da Satanás em pé de guerra contra a igreja"na desobediência à Palavra de Deus.

A Bíblia Vida Nova explica em seu comentário: a operação destes gafanhotos e sua obediência a mando do maligno, mostra e revela que são seres diabólicos e não insetos.

LEGIÃO DO CORTADOR = é o gafanhoto ainda bebê; mora 24h por dia na vida do homem que não obedece a Deus; sua função é nunca deixá-Ios usufruir 100"/0 dos seus esforços. Uma parte fica com ele, isto é, gasta com coisas que não edificam como cigarro, jogos, bebidas, doenças etc. "naquilo que não é pão", ele tem o poder de "bichar" o salário e o patrimônio ou seja corrói partes das riquezas.

LEGIÃO DO MIGRADOR = é ele já um pouco desenvolvido e por isso pode migrar de lavoura em lavoura; não fica todo o tempo no patrimônio ou no salário de ninguém, mas voa de patrimônio em patrimônio, de salário em salário, de empresa em empresa, de cidade em cidade, de país em país etc. Visita 2, 3, e até 4 vezes por ano dando aquele prejuízo inesperado, é inconstante. Dá um prejuízo de surpresa e vai embora, deixando parte do patrimônio destruído.

LEGIÃO DO DEVORADOR = vem tirando a casca, isto é, tira a força do homem. Torna-o improdutivo, incapaz de reagir; deixa 100% na miséria. Toma a credibilidade, a honra, os bens, todo o seu patrimônio. Um dos sinais do devorador na vida da pessoa é quando ele tem que vender seus bens para pagar dívidas.

LEGIÃO DO DESTRUIDOR = derrota totalmente. Lança por terra. Leva para a sepultura; tem o poder da morte. Só não pode tocar no salvo, lavado e remido no sangue de Jesus e que anda na obediência: é uma legião assassina. Esta legião usa as intempéries (perturbação) no tempo para causar destruição, para matar. Leva o indivíduo ao suicídio. É opressora.

Exemplo disto é o que eles fizeram aos filhos de Jó 1:19.

Em Ap. 9:3 temos:
"... vieram gafanhotos. Os terríveis gafanhotos mencionados nesta seção não são os pequenos animais, mas os anjos decaídos que, por expressa ordem de Deus estão aprisionados em escuridão (Cf. 2 Pe 2:4; Jd v. 6).

São seres espirituais do mundo tenebroso; mas não são demônios (At 23:8), e que, durante este período de encarceramento perderam o seu estado de configuração e, são apresentados com um aspecto terrível. No texto de Judas em seu sexto versículo, vemos os anjos decaídos, aprisionados em cadeias eternas, na escuridão exterior, esperando o julgamento do grande dia. Seja como for, ali no poço do abismo estão os gafanhotos infernais devidamente equipados, com suas armas destruidoras contra aqueles que viverem no tempo do fim (a grande tribulação).

" ... foi-lhe dito que não fizessem dano à erva da terra. Este versículo tem seus paralelos na passagem de Joel 1:3. Diante dele (exército de gafanhoto) um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o Jardim do Éden, mas atrás dele um desolado deserto; sim, nada lhe escapará.

O Dr. Charles C. P. N. Champrin, Ph D. 1982, nos revela assim: "Os gafanhotos (animais) foram a oitava praga do Egito. Mas, estes são diferentes dos gafanhotos ordinários da terra: terão ferrões nas caudas, como se fossem escorpiões. Com os ferrões é que feriam, e não com a boca, como fazem os gafanhotos naturais; na realidade foram proibidos de tocar nas árvores ou em qualquer erva verde. Os gafanhotos naturais não têm rei (Pv 30:17), esses porém, têm sobre si, rei, o anjo do abismo (v. 11)".

Estas espécies diferentes de gafanhotos trabalham em conjunto com outras legiões e tem o poder de comando sobre elas. Quando eles querem tomar os bens dos desobedientes eles ordenam aos demônios da legião da enfermidade e eles põem os tais doentes. Particularmente entendo que os demônios não precisam entrar em ninguém para pôr-Ia doente. Ele tem recurso para assolar a saúde de qualquer um de fora do corpo dela.

As quatro legiões agem na pessoa individualmente, na família num todo, no bairro, na cidade, no estado e no país e no mundo.

Tais legiões não expulsas com oração "estão sob a repreensão direta de Deus pela obediência da igreja "MI 3:11. "A obediência da igreja, faz Deus repreender estes demônios".

II - A DESOLACÃO DOS GAFANHOTOS

JOEL 1:4 JOEL 1:7 Lc 6:38

Cortador Assola Boa medida

Migrador Destroça Sacudida

Devorador Tira a casca Recalcada

Destruidor Lança por terra Trasbordante


III - ORIENTACÕES BÍBLICAS PARA SUA VIDA FINANCEIRA

1) Funções do dinheiro segundo a palavra de Deus:
a) A Bíblia não define o dinheiro em si, apenas se ocupa de nosso relacionamento com ele. A Bíblia declara que o dinheiro tem essas finalidades ou funções em nossa vida;
b) Suprir nossas necessidades (Fp 4:14; Mt 6:31-34);
c) Demonstrar a benção do Senhor (Mt 6:33; MI 3:10; Dt 8:18);
d) Abençoar outros através de seu uso (Rm 12:13; 2 Co 9:9 ; Dt 15:7,8).

2) Indicações Bíblicas de escravidão financeira:
a) Dívidas (Pv 22:7; Rm 13:8; 1 Co 7:21);
b) Pressão financeira contas (2 Rs 4:1-7; Mt 6:24-34; Tg 2:6);
c) Cobiça de riquezas (1 Tm 6;9,10; Pv 1:19; Hb 11:5,6; Pv 23:4; 28:22; Lc 12:15);
d) Preocupação ansiedade com coisas temporais (1 Tm 6:17-19; Ec 5:10);
e) Desonestidade (Pv 17:23; 10:17; Tg 5:4; At 24:16).

3) Orientações Bíblicas com referências a dívidas:
a) Planejar os gastos conforme suas prioridades, para viver dentro de sua renda ou salário (Pv 16;9; 24:27; Fp 4:12, 13);
b) Gastar com sabedoria (Jo 6:12; Mt 25:26-29);
c) Evitar sempre dívidas (Rm 13:8);
d) A Bíblia adverte sobre fiança (Pv 6:1-5; 20:16; 22:7);
e) Fazer provas de fé nas promessas de Deus para o seu bem-estar financeiro (Pv 28:25; 30:7-9; Fp 4:11-13);
f) Exercitar-se na liberalidade para com a causa de Deus, entregando pontualmente seus dízimos e ofertas (MI 3:10; Pv 3:9,10; 1 Co 16:2; 2 Co 9:6-15);
g) Ser diligente e operoso (Pv 6;6-11; 24:30-34; CI 3:23).

O dízimo é uma doutrina tão importante que achamos por bem relacionar abaixo as vinte e uma razões para uma vida feliz, de autor desconhecido, cujo título é Dízimo da Felicidade.

SOU DIZIMISTA PORQUE:

1) o dízimo é santo (Lv 27:30-32);
2) quero ser participante das grandes bênções (MI 3:11, 12);
3) amo a obra de Deus na face da terra (MI 3:10);
4) não quero Ser amaldiçoado (MI 3:6);
5) não ficarei devendo 101"0 mais os juros (Lv 27: 13 ,31);
6) Deus é dono de tudo (SI 24; Ag 2;8);
7) eu mesmo vou gozar das riquezas de Deus (Dt 14:23);
8) mais é bem aventurado é dar do que receber (At 20:35);
9) Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9:7);
10) não sou avarento (1 Tm 6:10);
11) meu rico tesouro está nos céus (Mt 6:19-21);
12) tudo que peço recebo (Mt 7:7-9);
13) obedeço a Deus (At 5:29);
14) a bênção de Deus é que enriquece (Pv 10:22; At 3:6);
15) receberei de Deus com a mesma medida (Lc 6:38);
16) Deus diz: "fazei prova de Mim" (MI 3:10);
17) a minha descendência não vai mendigar o pão (SI 37:25);
18) o meu salário não será posto em saco furado (Ag 1:6);
19) é minha responsabilidade o sustento da igreja (MI 3:10);
20) quero ter a consciência tranqüila (1 Tm 1:19);
21) Deus suprirá toda necessidade (Fp 4:199).

IV - A LICÃO DA BOTIJA


"Elias lhe disse: não temas. Vai, faze conforme a tua palavra. Porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois farás para ti e para teu filho" (1 Rs 17:13).
Lição da botija: DEUS ACEITA OFERTA DE POBRE.

Durante algum tempo, Elias permaneceu oculto nas montanhas junto ao ribeiro de Querite. Ali foi por muitos meses miraculosamente provido com alimento. Mais tarde, quando, devido à estiagem o ribeiro secou, Deus mandou Seu servo procurar refúgio numa terra pagã. “Levanta-te”, Deus lhe ordenou, “e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que Eu ordenei a uma mulher viúva que te sustente”. I Reis 17:8 e 9.

Esta mulher não era israelita. Jamais havia ela tido os privilégios e bênçãos que o escolhido povo de Deus desfrutava; mas era uma crente no verdadeiro Deus, e tinha andado em toda a luz que brilhava em seu caminho. E agora, quando não havia segurança para Elias na terra de Israel, Deus o enviou a esta mulher, a fim de asilar-se em seu lar.

“Então ele se levantou, e foi a Sarepta, e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco d’água que beba. E, indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão”. I Reis 17:10 e 11.

Nesse lar afligido pela pobreza, a fome apertava excessivamente; e o alimento lastimosamente escasso parecia estar por acabar-se. A chegada de Elias mesmo no dia em que a viúva temia ter que abandonar a luta pelo sustento, provou ao máximo sua fé no poder do Deus vivo para suprir suas necessidades. Mas mesmo em sua penúria extrema deu ela testemunho de sua fé, atendendo ao pedido do estrangeiro que lhe suplicava repartir com ele o último bocado.

Em resposta ao pedido de Elias por alimento e água, a viúva disse: “Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui, apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos”. Elias lhe disse: “Não temas; vai, faze conforme a tua palavra. Porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo para fora; depois farás para ti e para teu filho. Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra”. I Reis 17:12-14.

Nenhuma prova de fé maior que essa poderia ter sido requerida. A viúva tinha até então tratado todos os estrangeiros com bondade e liberalidade. Agora, indiferente aos sofrimentos que poderiam resultar a ela e seu filho, e confiando no Deus de Israel para suprir cada uma de suas necessidades, ela enfrentou esta suprema prova de hospitalidade, fazendo “conforme a palavra de Elias”.

Maravilhosa foi a hospitalidade mostrada ao profeta de Deus por esta mulher fenícia, e maravilhosamente foram sua fé e generosidade recompensadas. “E assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme à palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Elias. I Reis 17:16.

“E depois destas coisas sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou. Então ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? Vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade, e matares a meu filho?

“E ele lhe disse: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu braço, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama. ... Então se mediu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor. ... E o Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.

“E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive. Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade”. I Reis 17:18-24.

A viúva de Sarepta repartiu seu bocado com Elias; e em retribuição, sua vida e a de seu filho foram preservadas. E a todos os que, em tempo de prova e carência, dão simpatia e assistência a outros mais necessitados, Deus prometeu grande bênção. Ele não mudou. Seu poder não é menor agora do que no tempo de Elias. Nem é a promessa menos verdadeira agora do que quando foi dita pelo Salvador: “Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta”. Mat. 10:41.

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns não o sabendo, hospedaram anjos.” Heb. 13:2. Estas palavras não perderam nenhuma força através do tempo decorrido. Nosso Pai celestial ainda continua a pôr no caminho de Seus filhos oportunidades que são bênçãos disfarçadas; e os que aproveitam essas oportunidades encontram grande regozijo. “E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.” Isa. 58:10 e 11.

A Seus fiéis servos hoje Cristo diz: “Quem vos recebe, a Mim Me recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou”. Nenhum ato de bondade manifestado em Seu nome deixará de ser reconhecido e recompensado. E no mesmo terno reconhecimento Cristo inclui o mais fraco e mais humilde da família de Deus. “E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria”, diz Ele, “a um destes pequenos” – os que são como crianças em sua fé e seu conhecimento de Cristo – “em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.” Mat. 10:40 e 42.

III - CONTRIBUICÃO


Quando nada se oferta a Deus, o culto não pode ser perfeito. "E ninguém apareça vazio diante de Mim" (Ex 23:15b).
Um culto sem oferta é um culto antibíblico, pois as ofertas representam a expressão de gratidão do cultuador. Quando se recebe de Deus, devemos dar daquilo que dEle recebemos. A contribuição no culto é bíblica (Mc 12:41-44), quer venha ela de pessoas ricas ou pobres. Em Ageu 1:5, 6, 9, temos um exemplo marcante sobre a advertência da não contribuição liberal e generosa, e as expressões do versículo seis:

semeais muito, e recolheis pouco;
comeis, mas não fartais;
bebeis, mas não vos sacias;
vesti-vos, mas ninguém se aquece;
e o que recebe salário, recebe salário num saco furado.
Pr Jonas Neto
Ministro do Evangelho
Contato: www.prjonasneto.com
jonasjneto@msn.com